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Na exportação, preço da carne de frango in natura retorna ao mesmo patamar de 10 anos atrás

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Note, aliás (gráfico abaixo), que a evolução do preço nos últimos meses se comportou de forma muito semelhante à de 2013. O que muda, apenas, é o intervalo de tempo. Naquela época, foram nove meses entre o pico de preço (US$ 2.204,17/t em abril/13) e o preço de dezembro – quase 18% menor.

Agora, o tempo decorrido entre o pico e o preço atual foi um pouco maior: 14 meses. Mas tanto o preço registrado quanto a taxa de queda (pouco mais de 18%) são praticamente iguais.

O que chama a atenção no desempenho da última década é a queda incisiva dos preços registrada logo após o pico, no primeiro semestre de 2013. A partir daí, foram quase três anos de retrocessos, só revertidos no início de 2016. Assim, por exemplo Durante todo o período de quatro anos (2016/2019), os preços permaneceram relativamente estáveis, em torno (mas ligeiramente abaixo) da faixa de US$ 1.600/t.

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Talvez esta estabilidade continuasse nos anos seguintes. Mas no meio da travessia houve uma pandemia. O que, primeiro (2020, devido à paralisação global), fez com que o preço voltasse a níveis que não eram observados desde 2009 e, posteriormente (devido à queda significativa da produção), levou a um novo recorde histórico de preços.

Como ambos os recordes atingiram valores elevados e, em certa medida, valores inesperados, paira no ar uma certa preocupação quanto à continuidade dos mínimos atuais: manterão o mesmo ritmo de uma década atrás ou tenderão a uma rápida estabilidade?

As condições económicas globais e mesmo a concorrência das outras duas carnes, bovina e suína, significam que será difícil alcançar alguma estabilidade – pelo menos a curto prazo. Mas, com certeza, a deterioração dos preços não será tão grave como a observada entre 2013 e 2015.

À primeira vista, portanto, o que deve prevalecer é o retorno àquela estabilidade observada no quadriênio 2016/2019, período em que os negócios evoluíram em torno de US$ 1.600,00/t.

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Tendo em conta que nos últimos 14 meses os preços recuaram em média pouco mais de 1,5% ao mês, este valor (ou seja, o possível novo ponto de equilíbrio) será alcançado em pouco mais de seis meses, por volta de Março/Abril de 2024.


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Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal Do Campo

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