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Encontro Técnico: Cultura da Mandioca em Cáceres

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A importância da cultura da mandioca: descubra os segredos para o sucesso

A cultura da mandioca vem ganhando destaque nos campos experimentais de Acorizal, Cáceres e Tangará da Serra. Tanto para consumo de mesa como para indústria, a mandioca tem sido avaliada de forma minuciosa, buscando aprimorar técnicas de plantio, colheita, comercialização, alimentação animal e agroindústria. No recente Encontro Técnico da Cultura da Mandioca, realizado na semana passada, diversos produtores agrícolas e interessados na cadeia produtiva da mandioca se reuniram para compartilhar conhecimentos e receber informações valiosas.

A vez do produtor Clênio de Souza Casarim

Entre os participantes desse encontro, estava Clênio de Souza Casarim, produtor de mandioca na comunidade Praia Grande, em Várzea Grande. Com uma área de 12 hectares destinada à mandioca, Clênio colhe entre 37 a 40 toneladas por mês. Ele compartilhou sua experiência de participar do encontro, afirmando que foi uma oportunidade única para ampliar seus conhecimentos e enxergar novas possibilidades de renda. Clênio ficou particularmente interessado na técnica de produção de maniva silagem, que poderá agregar valor à sua produção.

O controle cultural da mandioca

No encontro, a pesquisadora da Empaer, Dolorice Moreti, destacou a importância do controle cultural na cultura da mandioca. Ela ressaltou a necessidade de utilizar manivas sadias e de alto vigor, variedades resistentes a doenças e pragas, realizar rotação de culturas, controlar plantas doentes ou com pragas, manter a higiene dos equipamentos e áreas de cultivo, entre outras práticas. Esses cuidados são fundamentais para garantir o sucesso da lavoura e reduzir os custos de produção.

Potencial da mandioca na alimentação animal

O técnico da Empaer, Antônio Rômulo Fava, ressaltou o potencial da mandioca e seus subprodutos na alimentação animal. As raízes são ricas em carboidratos, enquanto a parte aérea é rica em proteínas, tornando-as ideais para formulação de rações, silagem e feno para bovinos, suínos, aves e outros animais. Portanto, a mandioca pode ser aproveitada integralmente, contribuindo para o desenvolvimento sustentável das atividades pecuárias.

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Oportunidades de mercado e agroindústria

Outro tema discutido no encontro foi o planejamento de comercialização da mandioca. Eliel Ferreira, produtor e palestrante, destacou a importância de estudar o mercado e definir estratégias de venda, levando em consideração a demanda dos consumidores e mantendo a qualidade do produto. Além disso, Priscilla Karine Gevaerd Corrêa, médica veterinária, ressaltou a importância da regularização fiscal, ambiental e sanitária para a instalação de agroindústrias de mandioca.

Essas foram apenas algumas das abordagens do Encontro Técnico da Cultura da Mandioca. Através do compartilhamento de conhecimentos e experiências, os produtores puderam ampliar seus horizontes e descobrir novas oportunidades no setor. A mandioca tem se mostrado uma cultura promissora, capaz de trazer retornos significativos quando cultivada de forma planejada e sustentável.


Gostou das nossas dicas? Possui alguma outra que gostaria de compartilhar com a gente?

Sumário em HTML

1. Introdução

1.1 A cultura da mandioca

2. Encontro Técnico da Cultura da Mandioca

2.1 Informações abordadas no encontro

2.2 Depoimento de um produtor de mandioca

3. Controle cultural na cultura da mandioca

3.1 Importância do controle cultural

3.2 Tipos de controle cultural

4. Avaliações nos campos experimentais

4.1 Análise de produtividade e características

5. Utilização da mandioca na alimentação animal

5.1 Potencial da mandioca na alimentação animal

6. Custo de produção e retorno do investimento

6.1 Variação do custo de produção

6.2 Importância do planejamento de comercialização

7. Instalação de agroindústria da mandioca

7.1 Etapas de regularização

8. Parcerias e encerramento do encontro

A cultura está sendo avaliada nos campos experimentais de Acorizal, Cáceres e Tangará da Serra – tanto para a mandioca de mesa como para indústria

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Informações sobre plantio, colheita, comercialização, alimentação animal e agroindústria – foram os assuntos abordados no Encontro Técnico da Cultura da Mandioca, realizado na semana passada no Campo Experimental de Tangará da Serra. Com a presença de 73 pessoas de diversas regiões do estado que buscavam informações relacionadas à cadeia produtiva da mandioca.

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Entre eles, o produtor de mandioca na comunidade Praia Grande, em Várzea Grande, Clênio de Souza Casarim, 45 anos. Ele conta que a experiência de participar do encontro foi fantástica e agregou muito conhecimento. “Desde os sete anos já trabalho na roça com meu pai e sempre achando que sei de tudo, mas é oportunidade como está que abre nosso horizonte”.

Segundo ele o que mais chamou sua atenção de tudo que aprendeu foi a possibilidade de tornar a maniva silagem. “Já estou pensando em reservar uma área de três hectares para isso. Será mais uma renda agregada a produção de mandioca”.

Em sua propriedade, a produção da cultura está em 12 hectares e colhendo entre 37 a 40 toneladas mês. Clênio conta que a colheita começou em maio e foi até julho. “Agora no mês de novembro vamos começar o plantio e aproveitar o início das chuvas já que minha área não é irrigada”, destaca Clênio.

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Sobre o Encontro

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Os assuntos abordados foram desde o início do plantio, como o planejamento da cultura iniciando com a realização da análise de solo para recomendações de calagem e adubação, uso de materiais de boa qualidade, manivas sadias livres de doenças e pragas, sendo estes, importantes para o sucesso da lavoura evitando que ocorram problemas que venham afetar o desenvolvimento das plantas e, de forma que não aumente o custo de produção, evitando assim, o uso de defensivos na lavoura.

De acordo com a especialista no assunto, a pesquisadora da Empaer, engenheira agrônoma e doutora Dolorice Moreti, em sua explanação sobre plantio e colheita ela frisou o controle cultural na cultura da mandioca que é de fundamental importância, uma vez que, o seu cultivo, na maioria, ainda é de forma manual do plantio a colheita e os produtores, na maioria, não dispõe de máquinas e implementos que auxiliem nas atividades durante o cultivo da mesma.

“Cito entre os tipos de controle cultural, as manivas sadias e de alto vigor, variedades resistentes a doenças e pragas, rotação de culturas, erradicação de plantas doentes ou com pragas. É importante evitar áreas e ferramentas contaminadas, realizar pousio, evitar áreas encharcadas entre outras”, explica.

Segundo a pesquisadora, nos trabalhos de avaliações realizadas nos campos experimentais da Empaer de Acorizal, Cáceres e Tangará da Serra – tanto para a mandioca de mesa como para indústria, tem sido analisada a produtividade, teor de amido, cocção (materiais de mesa) e outros que auxilia no planejamento de plantio e colheita em cada sistema de produção. Partes desses resultados foram demonstradas no encontro e, com isso, os produtores tenham conhecimento da importância dessas características no planejamento”, reforça Dolorice.

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Sobre o potencial da mandioca e subprodutos na alimentação animal, o técnico da Empaer, zootecnista Antônio Rômulo Fava, destacou como de grande importância, pois as raízes são ricas em carboidratos e a parte aérea rica em proteínas e podem fazer parte como ingredientes na formulação das rações, silagem ou feno para bovinos, suínos aves e outros. Portanto, a mandioca pode ser utilizada de diversas formas e sendo aproveitada como um todo.

Outro assunto abordado na ocasião foi referente ao custo de produção que é variável para cada área a ser cultivada, pois, as quantidades de insumos, como corretivos, adubos e outros insumos são diferentes para cada sistema de produção.

Segundo o palestrante, Eliel Ferreira que também é produtor de mandioca, a cultura pode trazer um retorno em torno de 70%, se for utilizada as técnicas recomendadas para a implantação da cultura, sendo esta uma boa opção de investimento, por ser um alimento muito importante na mesa de cada cidadão, nas diversas formas de consumo e também na alimentação de animais.

Ele reforçou que no planejamento da implantação da cultura, o produtor já terá que ter definido como será o sistema de comercialização, pois, é necessário fazer o estudo de mercado, seja para venda de mandioca in natura, congelada ou processada (farinha ou fécula), de forma que atenda o hábito alimentar do consumidor, mantenha a qualidade do produto e a constância de produção.

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“Importante também verificar a logística para não encarecer o custo de transporte. Caso a raiz de mandioca seja comercializada de forma processada ou congelada, apesar da necessidade de infraestrutura para isso, há agregação de valor na produção, tornando-a mais rentável”, reforça Eliel.

Sobre procedimentos para instalação de agroindústria da mandioca, a médica veterinária Priscilla Karine Gevaerd Corrêa, ressaltou a importância do credenciamento e ter uma estrutura adequada. Ela pontua que a regularização da agroindústria são três etapas.

“A primeira a regularização fiscal, onde o produtor precisa se informar sobre qual tipo jurídico é mais interessante para o seu caso. Pois pode vir a perder a condição de segurado especial. A segunda é a regularização ambiental. E hoje temos uma legislação nova que atende as agroindústrias com produção de baixo risco, diferenciadamente junto as licenças ambientais LAC e a LAS. O terceiro passo é a regularização sanitária, que pode ser feita na prefeitura, junto a vigilância sanitária do município caso já esteja descentralizado. Caso não esteja, procurar o escritório Regional de Saúde do Estado mais próximo. Para consulta, os endereços estão no site da Secretária Estadual de Saúde. Sugere as cartilhas do ISPN – Instituto Sociedade População e Natureza como fonte de informações”, explica Priscila.

Foram parceiros no encontro, a Prefeitura de Tangará da Serra, Embrapa e Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf). O encontro aconteceu na quinta-feira (26.10)
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Por:

Maricelle Lima Vieira | Empaer/MT

AguaBoaNews

A cultura da mandioca está sendo avaliada nos campos experimentais de Acorizal, Cáceres e Tangará da Serra, tanto para a mandioca de mesa como para a indústria. Nesses locais, estão sendo analisados diversos aspectos relacionados ao plantio, colheita, comercialização, alimentação animal e agroindústria da mandioca.

No Encontro Técnico da Cultura da Mandioca, realizado recentemente no Campo Experimental de Tangará da Serra, foram abordados diversos temas relacionados à cadeia produtiva da mandioca. O evento contou com a presença de 73 pessoas de diferentes regiões do estado, que buscavam informações sobre a cultura.

Um dos participantes do encontro foi Clênio de Souza Casarim, um produtor de mandioca da comunidade Praia Grande, em Várzea Grande. Ele destacou que a experiência de participar do evento foi fantástica e trouxe muito conhecimento. Clênio, que trabalha na roça desde os sete anos de idade, afirmou que oportunidades como essa ampliam seu horizonte.

Uma das informações que chamou a atenção de Clênio foi a possibilidade de fazer silagem com a maniva. Ele já está pensando em reservar uma área de três hectares para essa finalidade, aumentando assim sua renda agregada à produção de mandioca. Atualmente, Clênio possui uma área de 12 hectares de plantio de mandioca, colhendo entre 37 a 40 toneladas por mês.

Durante o encontro, foram abordados vários tópicos, como o início do plantio, o planejamento da cultura, a análise de solo, o uso de materiais de qualidade, a importância das manivas sadias e de alto vigor, variedades resistentes a doenças e pragas, entre outros. Foi ressaltado que o controle cultural na cultura da mandioca é fundamental, principalmente por se tratar de um cultivo manual na maioria das vezes.

Nos campos experimentais da Empaer em Acorizal, Cáceres e Tangará da Serra, estão sendo realizadas avaliações da produtividade, teor de amido, cocção e outros fatores relacionados à mandioca de mesa e à mandioca para indústria. Os resultados dessas avaliações são importantes para o planejamento do plantio e da colheita em cada sistema de produção.

Além disso, foi abordado o potencial da mandioca e de seus subprodutos na alimentação animal. O zootecnista da Empaer, Antônio Rômulo Fava, destacou a importância da mandioca, que possui raízes ricas em carboidratos e parte aérea rica em proteínas, podendo ser utilizada como ingrediente na formulação de rações para bovinos, suínos, aves e outros animais.

Durante o encontro, também foi discutido o custo de produção da mandioca, que varia de acordo com cada área cultivada e os insumos utilizados. Segundo Eliel Ferreira, palestrante e produtor de mandioca, a cultura pode trazer um retorno de aproximadamente 70% se forem utilizadas as técnicas recomendadas para o cultivo.

Além disso, destacou-se a importância do planejamento da implantação da cultura, incluindo o estudo de mercado, a definição do sistema de comercialização e a logística para evitar encarecimento do transporte. Também foi mencionada a possibilidade de instalação de agroindústrias da mandioca, ressaltando a necessidade de regularização fiscal, ambiental e sanitária.

O encontro contou com a parceria da Prefeitura de Tangará da Serra, Embrapa e Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf). O evento foi realizado no dia 26 de outubro e proporcionou aos participantes informações importantes sobre a cultura da mandioca e sua cadeia produtiva.

Fonte: AguaBoaNews

Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal Do Campo

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Conclusão:
A participação no Encontro Técnico da Cultura da Mandioca trouxe conhecimento valioso para os produtores, como Clênio, que já planeja adotar novas práticas em sua produção. Além disso, as explanações sobre técnicas de plantio e colheita, controle cultural e utilização da mandioca na alimentação animal foram destaque no evento. O planejamento adequado da implantação da cultura, a logística de comercialização e a regularização de agroindústrias também foram assuntos abordados no encontro.

Perguntas e respostas:

1. Quais foram os assuntos abordados no Encontro Técnico da Cultura da Mandioca?

Resposta: Plantio, colheita, comercialização, alimentação animal e agroindústria.

2. O que mais chamou a atenção do produtor Clênio de Souza Casarim durante o encontro?

Resposta: A possibilidade de tornar a maniva silagem.

3. Quais são os tipos de controle cultural importantes na cultura da mandioca?

Resposta: Uso de manivas sadias e de alto vigor, variedades resistentes a doenças e pragas, rotação de culturas, erradicação de plantas doentes ou com pragas, entre outros.

4. Como a mandioca pode ser utilizada na alimentação animal?

Resposta: As raízes são ricas em carboidratos e a parte aérea é rica em proteínas, podendo fazer parte de formulações de rações, silagem ou feno para bovinos, suínos, aves e outros animais.

5. Quais são os passos para a regularização de uma agroindústria da mandioca?

Resposta: Regularização fiscal, regularização ambiental e regularização sanitária.

A cultura está sendo avaliada nos campos experimentais de Acorizal, Cáceres e Tangará da Serra – tanto para a mandioca de mesa como para indústria

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Por:

Maricelle Lima Vieira | Empaer/MT

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