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Dinâmica do Magnésio no Sistema Solo – Vegetal

Calcário Dolomítico Friável. Foto: Itatinga Calcário e Corretivos.

A produtividade de uma espaço está fortemente ligada a diversos fatores, sendo estes, chuva, luz, pragas, doenças, nutrientes e a fertilidade do solo. A fertilidade está relacionada com a disponibilidade dos nutrientes e o estabilidade destes no solo (SENGIK, 2003).

A solução do solo é o lugar de onde a raiz extrai e absorve os nutrientes necessários para sua sobrevivência. Os elementos essenciais são aqueles que a vegetal necessita para completar seu ciclo, e para serem considerados essenciais, devem satisfazer os critérios diretos e indiretos, onde o critério direto diz que o elemento participa de qualquer constituído ou reação na qual a vegetal não pode viver sem, ou o critério indireto que dita que a vegetal sem aquele elemento não consegue completar seu ciclo, e ele não pode ser substituível. Além de carbono, oxigênio e hidrogênio, outros trezes elementos, estes sendo minerais, são essenciais ao pleno funcionamento das vegetalidade (FAQUIN, 2005).

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O magnésio é um destes elementos essenciais, pertencendo a categoria de macronutrientes, ou seja, é requerido em maiores quantidades pelas vegetalidade. Possui papel relevante no metabolismo vegetal, visto que é o corpúsculo mediano da clorofila, sendo esta um pigmento fotossintético (TOLEDO NETO et al., 2015).

Apesar da sua essencialidade, os solos brasileiros, de forma universal, apresentam baixos teores de magnésio. O principal motivo está relacionado com o material de origem desses solos, que possuem baixas concentrações do elemento, e aos fortes processos de intemperismo, que lixivia seus produtos mais móveis, porquê o magnésio (CASTRO et al., 2020).

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A principal forma de fornecimento deste nutriente é através do uso de calcários, que além de emendar o pH, elevando-o, também fornece cálcio e magnésio (TOLEDO NETO et al., 2015). E para um fornecimento mais eficiente deste nutriente é necessário entender toda a dinâmica no sistema solo-planta.

Dinâmica do Magnésio no Solo

A crosta da terreno é composta por 2% de magnésio (Mg) e no solo, esse elemento se origina a partir de minerais primários silicatados porquê hornblenda, augita, olivina, talco, serpentina, clorita e biotita. Todavia, a principal manancial de Mg para o manejo da fertilidade do solo é a dolomita – CaCO3.MgCO3 (CASTRO, 2020).

No solo, todo o magnésio presente pode ser dividido em três partes: não trocável, trocável e porquê íon livre na solução do solo. Na primeira forma, ele está presente na estrutura dos minerais (“detido” dentro da estrutura cristalina dos minerais), tal forma representa tapume de 90 a 98% do magnésio totalidade presente nos solos. Na segunda, o magnésio trocável é aquele que está adsorvido nos sítios de troca catiônica das partículas coloidais de argilominerais e da material orgânica, representando tapume de 1,9% do texto totalidade de Mg. A última e terceira forma, representando a menor secção do Mg no solo (tapume de 1%) são os íons Mg2+ presentes na solução, cujas concentrações variam de 5 a 50 mg/l (CASTRO, 2020; AGROMAG, [20–]).

Cenários Pecuária e Grãos - Agromove
Cenários Pecuária e Grãos – Agromove.

Há um estabilidade dinâmico entre Mg em solução e Mg trocável que garante um metódico reabastecimento da solução do solo pelas partículas de greda e de material orgânica. No entanto, somente uma pequena fração de Mg não trocável, ou seja, presente nas estruturas cristalinas dos minerais são disponibilizados na forma trocável/solúvel (AGROMAG, [20–]).

A fração não trocável de magnésio não é considerada uma manancial importante do nutriente para as vegetalidade de cultivo anual. Porém, dependendo do material de origem do solo e das condições de intemperismo, essa fração pode apresentar certa significância na manutenção do Mg (CASTRO, 2020).

O texto de Mg trocável é utilizado porquê principal indicador da disponibilidade do nutriente no solo. No entanto, é válido ressaltar que essa informação isoladamente não pode prometer o diagnóstico correto quanto à suficiência do nutriente para as vegetalidade, pois é preciso levar em consideração a relação desse nutriente com os demais cátions no solo, sua mobilidade e retenção pelos coloides e os processos fisiológicos referentes a sucção dos cátions pelas vegetalidade (CASTRO, 2020).

Figura 1. Ciclo biogeoquímico do magnésio. Fonte: CASTRO (2020).
Figura 1. Ciclo biogeoquímico do magnésio. Manadeira: CASTRO (2020).

Formas de Perdas

Dissemelhante de outros cátions, o Mg é muito traste porque está ligado a menos cargas no solo. Isso resulta em uma riqueza relativamente subida deste elemento na solução do solo e assim, um maior risco de lixiviação. A termo de evitar uma grande perda desse nutriente deve-se constatar para a solubilidade dos fertilizantes de magnésio, sendo que fontes de liberação lenta podem mitigar as perdas por lixiviação, porém podem não fornecer a quantidade necessária para a vegetal. Ao mesmo tempo, os fertilizantes solúveis em chuva fornecem boa quantidade do nutriente às vegetalidade, mas sofrem com maior lixiviação, principalmente em solos arenosos e em épocas chuvosas. Portanto, é importante fazer a estudo correta de qual manancial utilizar considerando o solo e lugar em que se irá trabalhar (SENBAYRAM et al., 2015).

A exportação do magnésio é outra forma de perda considerável desse nutriente no solo, quando a exportação é maior que a taxa de liberação desse nutriente, as concentrações de magnésio na solução e nos locais de troca terão um declínio. Tal ocorrência é mais generalidade em solos arenosos e quando há competição com outros cátions, porquê o K+. Nesse sentido, a sustentabilidade de longo prazo necessita lastrar o suprimento de Mg com a remoção da colheita, lixiviação e escoamento (MIKKELSEN, 2010).

A interação do magnésio também é outra forma que pode gerar uma deficiência na vegetal e motivar aumentos de perdas por lixiviação. A emprego de altas taxas de fertilizantes de potássio (K) ou amônio NH4+ atrapalha na sucção de Mg pela raiz da vegetal (fenômeno publicado porquê antagonismo de nutrientes). No caso de uma concentração mais subida de Mg na solução do solo, a sucção no K não é afetada. Normalmente, a quantidade de potássio no solo é muito menor que a de magnésio, portanto para facilitar a sucção de K as raízes desenvolveram sítios específicos de transporte nas células das raízes e esses não podem ser afetados por outros nutrientes. No entanto, os transportadores de Mg são inespecíficos e podem ser passados por outros cátions porquê o K+ e NH4+ e dessa forma, quando a concentração dos outros cátions é subida, a capacidade de sucção do magnésio pela vegetal é limitada (SENBAYRAM et al., 2015). Na imagem inferior pode-se observar uma ilustração desse efeito antagônico entre os nutrientes, onde a esquerda das setas representa os nutrientes no solo, e a direita os nutrientes na raiz:

Figura 2. Efeito antagonista do potássio (K) e magnésio (Mg): modelo para absorção de nutrientes da solução do solo. Fonte: SENBAYRAM et al., 2015.
Figura 2. Efeito contraditor do potássio (K) e magnésio (Mg): padrão para sucção de nutrientes da solução do solo. Manadeira: SENBAYRAM et al., 2015.

Formas absorvidas

A sucção de magnésio (Mg) pelas raízes e folhas acontece na forma de Mg2+ e é semelhante à de potássio e, para isso, precisa entrar em contato com a raiz, por meio de interceptação radicular, espalhamento ou fluxo de volume, sendo esta última a forma mais generalidade de sucção de cátions bivalentes, porquê o cálcio e o magnésio (FERNANDES, 2006). Nesse sentido, a sucção de Mg pode ser afetada pela presença de outros cátions, porquê K+, NH4+, Ca2+, Mn2+ e H+ (em situações de grave pH), devido à proibição competitiva, conforme supramencionado (HEENAN & CAMPBELL, 1981). Dentre esses elementos, o potássio apresenta uma possante relação com a sucção de Mg. Isso ocorre, pois os elementos Ca, Mg e K possuem o mesmo carregador na rota simplástica de sucção, resultando em uma competição entre eles. Nesse sentido, o potássio possui um relâmpago iônico hidratado grave, o que lhe confere subida reatividade, podendo competir com os outros dois elementos por esses carregadores, caso a concentração de potássio seja muito subida. Demais, o relâmpago iônico hidratado do Mg é maior do que o do Ca, fazendo com que essa competição seja mais representativa no caso deste elemento, pois ele terá menor reatividade do que o cálcio (FANCELLI, 2020).

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Transporte e redistribuição

O transporte deste nutriente da raiz à secção aérea ocorre na forma de Mg2+ pelo xilema, via manante transpiratória. De maneira contrária ao Ca2+, oriente nutriente é traste no floema, assim, boa secção dele está presente na forma solúvel (FAQUIN, 2005). Em universal, sua solubilidade em chuva tem um valor intermediário entre o Ca e o K. Assim, aproximadamente 70% do Mg é difusível e encontra-se ligado a ânions minerais ou orgânicos (MALAVOLTA, 1976). Por tratar-se de nutriente traste na vegetal, o Mg tende a ser encontrado em maiores concentrações em folhas novas, ao contrário do cálcio, por exemplo, que, por ser imóvel na vegetal, é comumente encontrado em maiores concentrações nas partes mais velhas (MALAVOLTA, 1976).

Plataformas Inteligentes Agromove
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Função do Magnésio na Vegetal

As funções do Mg na vegetal têm relação, majoritariamente, com sua facilidade de ligar-se com grupos nucleofílicos através de ligações iônicas, funcionando porquê elemento de relação e/ou formando complexos de segurança variada. A maior secção destas ligações é iônica, mas ele pode realizar ligações covalentes também, porquê no caso da molécula da clorofila (2,7% desta é Mg) (FERNANDES, 2006), sendo esta uma importante função do magnésio, pois clorofilas são porfirinas magnesianas (FAQUIN, 2005), na figura inferior está representada a molécula da clorofila, na qual pode-se observar a presença do Mg.

Figura 3. Molécula da clorofila “a” e da clorofila “b”. Disponível em:  https://sites.google.com/site/cloroplafila/introduo.
Figura 3. Molécula da clorofila “a” e da clorofila “b”. Disponível em:  https://sites.google.com/site/cloroplafila/introduo.
Figura 4. Representação esquemática da ligação do Mg com o pirofosfato. Fonte:  Faquin, 2005.
Figura 4. Representação esquemática da relação do Mg com o pirofosfato. Manadeira:  Faquin, 2005.

Sintomas de deficiência e excesso de Magnésio

A relação Mg/K adequada no solo geralmente é da ordem de 3:1. Caso o texto totalidade de Mg seja relativamente grave, a deficiência de magnésio pode ser induzida em relações da ordem de 15 – 20. Também, caso ele esteja em menos de 10% das bases trocáveis, podem ocorrer sintomas de deficiência por ação do potássio. Por outro lado, o excesso de magnésio pode originar uma deficiência de potássio ou de cálcio (MALAVOLTA, 1976). Porquê já citado, o Mg é traste no floema e a maior secção dele encontra-se na forma difusível, assim, os sintomas de sua deficiência são observados primeiramente nas folhas mais velhas (MALAVOLTA, 1976). Na forma de clorose internerval, pois a clorofila que está mais distante dos feixes vasculares (nervuras) é afetada mais rapidamente em relação à clorofila que está mais próxima dos feixes (LACERDA; ENÉAS FILHO; PINHEIRO, 2007). Demais, em algumas situações específicas, porquê em solos de material de origem rico em magnésio, podem ser constatados sintomas de excesso deste nutriente, que são semelhantes ao de deficiência, com coloração amarelada entre as nervuras, clorose internerval e folhas bronzeadas. Levante excedente de magnésio é depositado nos vacúolos de células foliares. As duas formas de desequilíbrio são semelhantes por conta da mobilidade do Mg na vegetal. Ou por outra, caso haja Mg em excesso, ele pode motivar deficiência de potássio e, principalmente, de cálcio, conforme proibição competitiva destes elementos supracitada (MALAVOLTA, 2006; FERNANDES, 2006).

Figura 5. Sintoma de deficiência de Mg em folha e maracujazeiro. Fonte:  Freitas et al., 2011.
Figura 5. Sintoma de deficiência de Mg em folha e maracujazeiro. Manadeira:  Freitas et al., 2011.

Em suma, os nutrientes são de extrema valimento para o prolongamento, o desenvolvimento vegetal e, consequentemente a produção agrícola. Assim, a nutrição mineral de vegetalidade é o sustentáculo da produção vegetal, sendo necessário saracotear os elementos essenciais corretamente, para que se alcance um estabilidade entre eles na vegetal e seu correto desenvolvimento.

Nesse sentido, é fundamental o entendimento minucioso desta espaço, porquê por exemplo o magnésio, desde os mecanismos de contato dos nutrientes pela vegetal, sua sucção, transporte, redistribuição, desempenho de sua função e a sua interação. Ou por outra, a identificação de anormalidades nutricionais nas vegetalidade também é importante para que se possa tomar as decisões corretas em cada situação. Portanto, através deste conhecimento, é provável realizar o manejo correto da correção e da adubação das culturas, visando maior produtividade e retorno econômico da produção.

Para saber mais sobre o tópico de dinâmica de nutrientes aguarde os próximos posts ou entre em contato com o Grupo de Escora à Pesquisa e Extensão – GAPE que possui espaço de atuação em fertilidade do solo, nutrição de vegetalidade, adubos e adubação.

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AGROMAG (Brasil) (org.). A dinâmica do magnésio no solo. [20–]. Disponível em: https://www.ibarnordeste.com.br/agromag/2018/05/29/a-dinamica-do-magnesio-no-solo/. Chegada em: 03 dez. 2021.

CASTRO, César de et al. Magnésio: Manejo para o estabilidade nutricional da soja. 2020. Disponível em: https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1125328/1/DOC UMENTO-430-online.pdf. Chegada em: 03 dez. 2021.

FANCELLI, Antonio Luiz. Live os maiores erros ao interpretar uma estudo de solo. 2020. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=VZXDSSNH790&ab_channel=Agroadvance. Chegada em: 24 set. 2020.

FAQUIN, V. Nutrição mineral de vegetalidade. 2005.

FERNANDES, Manlio Silvestre (ed.). Nutrição Mineral de Vegetalidade. Viçosa-MG: Sociedade Brasileira de Ciência do Solo, 2006. 432 p.

LACERDA, C. F.; ENÉAS FILHO, J.; PINHEIRO, C. B. Fisiologia Vegetal. Apostila, Unidade IV Nutrição Mineral de Vegetalidade, p77, 2007. Disponível em: http://www.fisiologiavegetal.ufc.br/APOSTILA/NUTRICAO_MINERAL.pdf. Chegada em: 16 set. 2020.

HEENAN, D.P. E CAMPBELL, L.C., 1981, Influence of potassium and manganese on growth and uptake of magnesium by soybeans (Glycine max (L.) Merr. cv Bragg). Plant Soil, 61, 447-456.

MALAVOLTA, Eurípedes et al. Manual de química agrícola: nutrição de vegetalidade e fertilidade do solo. São Paulo: Agronômica Ceres, 1976.

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MIKKELSEN, Robert. Soil and Fertilizer Magnesium. 2010. Disponível em: http://anz.ipni.net/ipniweb/region/anz.nsf/0/F24E5030C8A990F8CA257F570024 EE15/$FILE/Soil%20and%20Fertilizer%20Magnesium.pdf. Chegada em: 03 dez. 2021.

PIERCE, J., 1986; Determinants of substrate specificity and the role of metal in the reaction of ribolosebisphosphate carboxylase/oxygenase. Plant Physiol., 81, 943-945.

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TOLEDO NETO, Pedro Paes de et alEfeito de diferentes fontes de magnésio sobre a produção de biomassa e sucção de cátions pelo milheto. 2015. Disponível em: https://www.sbcs.org.br/cbcs2015/arearestrita/arquivos/2574.pdf. Chegada em: 03 dez. 2021.

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**Levante texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal Do Campo**

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