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sábado, fevereiro 4, 2023
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esperamos um mercado mais aquecido a partir desta segunda-feira, 21 de novembro • Portal DBO

No mercado brasileiro, até o momento (18/12), a arroba do boi gordo negociada nas feiras paulistas, referência para as demais regiões pecuárias do país, está na menor média mensal de 2022, informa a analista de mercado Julia Zenatti , da Scot Consultancy.

A cotação chegou a R$ 330/@ no início do ano, e vem caindo desde então, lembra o analista.

Hoje, sexta-feira (18/11), o boi gordo “comum” enviado ao mercado interno (praças paulistas) está estável em relação ao preço da semana passada, cotado a R$ 275 (bruto e a termo), segundo dados da Scot .

“A queda do preço da arroba no ano foi causada pelo aumento da oferta de gado para abate”justifica Júlia.

Esse cenário, diz ela, é reflexo de um movimento de transição no ciclo da pecuária, caracterizado pelo maior descarte de fêmeas nos anzóis dos frigoríficos brasileiros.

Na avaliação de Julia, o aumento dos custos de produção e o maior uso de ferramentas de proteção de preços contribuíram para um mercado de gado vivo mais ofertado em 2022.

“Com boa oferta de matéria-prima (animais prontos para serem abatidos) e consumo interno ainda fragilizado, o preço do boi gordo perdeu sustentação”enfatiza o analista.

Porém, é preciso reforçar a importância do mercado externo para o escoamento da carne bovina ao longo de 2022, que foi marcado por volumes expressivos de embarques mensais.

“Foi uma importante ‘válvula de escape’”, observa Júlia. Nesse cenário de mercado externo aquecido, a China foi o maior consumidor internacional em 2022, repetindo o desempenho dos anos anteriores.

Até outubro/22, o país asiático foi o destino de 68,1% de toda a carne in natura exportada.

No entanto, relata o analista escocês, a preocupação com o bloqueios No país asiático, além da desvalorização da moeda local frente ao dólar, o poder de compra do maior importador da proteína brasileira enfraqueceu nos últimos meses.

“Esse novo movimento na China tirou o ímpeto de compra das grandes indústrias, que vêm trabalhando com ajustes de escala e redução de abates”relata Júlia.

Segundo levantamento realizado pela Scot Consultoria, a ociosidade média das frigoríficas paulistas aumentou 15 pontos percentuais em outubro/22, em relação à situação observada em setembro/22.

No entanto, o analista escocês prevê que no médio prazo, com o fim da entrega de gado confinado e o intervalo até a liberação do gado a pasto, pode haver uma queda na oferta de animais prontos para abate.

“A oferta mais contida, atrelada à expectativa positiva para o consumo interno no final do ano, deve limitar novas quedas da arroba, trazendo esperança ao mercado de boi gordo”observa Júlia.

Visão de mercado da IHS Markit – Nesta sexta-feira, 18 de novembro, pode-se dizer que o mercado físico de boi gordo entrou em uma fase de maior demanda por carne bovina, relata a consultoria.

Segundo o IHS Markit, no último bimestre do ano, o período será marcado pelo pico do consumo doméstico de proteína bovina, devido ao aumento do poder aquisitivo da população (renda a partir do 13º salário), além às festividades de fim de ano, incluindo a Copa do Mundo.

“Embora tenha havido reajuste nos preços de alguns cortes bovinos, não há registro de sobras nas câmaras frias dos frigoríficos, o que cria um cenário de preços (boi gordo) mais sustentados para o restante do mês”diz a equipe de analistas da IHS, que acrescenta: “O ritmo atual das exportações gera suporte adicional”🇧🇷

Sobre a movimentação registrada nesta sexta-feira, o IHS observou um volume de negócios envolvendo boi gordo um pouco mais agitado em relação ao comportamento das últimas semanas, o que permitiu a ocorrência de altas movimentações nos preços da arroba em algumas praças pecuárias do País .

“Com estoques ajustados e cronogramas de abate gradativamente mais apertados, algumas indústrias frigoríficas aproveitaram o dia para completar os cronogramas da próxima semana”informa o IHS.

Os ajustes nas referências de preço geraram mais liquidez ao mercado físico, liderado pelo maior desempenho das unidades de abate de médio e pequeno porte, acrescenta a consultoria.

Entre as principais regiões pecuárias do país, os preços da arroba reagiram nos estados do RS, PR, MS, GO, MG e MA, segundo cálculo do IHS desta sexta-feira.

A oferta mais ajustada de animais terminados, associada ao encurtamento das escalas de abate, ajudou na formação de preços mais firmes nos mercados dos estados citados no parágrafo acima, destaca a consultoria.

Porém, em sentido contrário, as praças de Rondônia registraram queda no valor da arroba ao longo desta sexta-feira, informa o IHS.

Na região Norte do Estado, as escalas de abate duram em média 6 dias, tempo suficiente para que os frigoríficos locais trabalhem de forma cadenciada no mercado de boi gordo.

No Rio Grande do Sul, a maioria das propriedades rurais está em período de criação, ao mesmo tempo em que há poucos animais com peso ideal para entrar na linha de abate, observa o IHS.

No Paraná, a oferta de animais terminados caiu significativamente, ao mesmo tempo em que os exportadores estão um pouco mais ativos na compra de gado gordo para cumprir compromissos com países do Oriente Médio.

No Mato Grosso do Sul, os preços mais firmes do boi gordo na arroba são obtidos em negociações com frigoríficos de médio e pequeno porte, segundo o IHS.

Em Goiás, a oferta de gado gordo é escassa e há uma demanda firme por fêmeas, principalmente novilhas.

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Nas demais regiões do país, diz o IHS, a lentidão dos negócios persistiu, mas o baixo volume de transações manteve um quadro de preços do boi gordo estabilizados.

Na próxima semana, será paga a primeira parcela do 13º salário e também será feito o pagamento do Auxílio Brasil.

“Com uma entrada maior de salários no período de início da Copa, a expectativa é que a última quinzena de novembro seja um pouco diferente do movimento habitual”reforça o IHS, referente ao mercado interno de boi gordo.

Ao mesmo tempo, o fluxo dos embarques de proteína bovina para o exterior ainda mostra evolução em relação aos resultados do ano passado, fator que também ajuda na equalização dos estoques nas câmaras frias, continua a consultoria.

Na avaliação do IHS, as indústrias exportadoras brasileiras ainda são as que mais limitam o ritmo de compra de boi gordo, pois possuem boa cobertura de animais terminados de contratos a termo (negociação prévia entre frigoríficos e pecuaristas).

Mesmo assim, diz o IHS, a possibilidade de vendas mais consistentes no atacado brasileiro de carne bovina sugere um retorno desses agentes aos mercados ver.

Cotações máximas para homens e mulheres nesta sexta-feira, 18/11
(Fonte: IHS Markit)

SP-Noroeste:

carne bovina a R$ 278/@ (prazo)
vaca a R$ 266/@ (prazo)

MS-Gold:

carne bovina a R$ 261/@ (à vista)
vaca a R$ 244/@ (dinheiro)

MS-C.Grande:

carne bovina a R$ 263/@ (prazo)
vaca a R$ 246/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

carne bovina a R$ 261/@ (prazo)
vaca a R$ 243/@ (prazo)

MT-Cáceres:

carne bovina a R$ 243/@ (prazo)
vaca a R$ 231/@ (prazo)

MT-Tangará:

carne bovina a R$ 243/@ (prazo)
vaca a R$ 231/@ (prazo)

MT-B. Garças:

carne bovina a R$ 241/@ (prazo)
vaca a R$ 229/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

carne bovina a R$ 244/@ (dinheiro)
vaca a R$ 230/@ (dinheiro)

MT-Collider:

carne bovina a R$ 240/@ (à vista)
vaca a R$ 230/@ (dinheiro)

GO-Goiânia:

carne bovina a R$ 271/@ (prazo)
vaca R$ 256/@ (prazo)

Vá para o sul:

carne bovina a R$ 268/@ (prazo)
vaca a R$ 253/@ (prazo)

PR-Maringá:

carne bovina a R$ 276/@ (à vista)
vaca a R$ 261/@ (dinheiro)

MG-Triângulo:

carne bovina a R$ 270/@ (prazo)
vaca a R$ 251/@ (prazo)

MG-BH:

carne bovina a R$ 266/@ (prazo)
vaca a R$ 256/@ (prazo)

BA-F. Santana:

carne bovina a R$ 269/@ (à vista)
vaca a R$ 259/@ (dinheiro)

RS-Porto Alegre:

carne bovina a R$ 285/@ (à vista)
vaca a R$ 255/@ (dinheiro)

RS-Fronteira:

carne bovina a R$ 281/@ (dinheiro)
vaca a R$ 255/@ (dinheiro)

PA-Marabá:

carne bovina a R$ 248/@ (prazo)
vaca a R$ 241/@ (prazo)

PA-Resgate:

carne bovina a R$ 248/@ (prazo)
vaca a R$ 238/@ (prazo)

PA-Paragominas:

carne bovina a R$ 259/@ (prazo)
vaca a R$ 251/@ (prazo)

TO-Araguaína:

carne bovina a R$ 266/@ (prazo)
vaca a R$ 256/@ (prazo)

TO-Gurupi:

carne bovina a R$ 263/@ (à vista)
vaca a R$ 253/@ (dinheiro)

RO-Cacoal:

carne bovina a R$ 234/@ (à vista)
vaca a R$ 220/@ (dinheiro)

RJ-Campos:

carne bovina a R$ 276/@ (prazo)
vaca a R$ 258/@ (prazo)

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MA-Açailândia:

carne bovina a R$ 258/@ (à vista)
vaca a R$ 241/@ (dinheiro)

Fonte: Portal DBO

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