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sábado, fevereiro 4, 2023
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CNA reafirma o compromisso do agro com a segurança alimentar e sustentabilidade • Portal DBO

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) avaliou que o agro brasileiro conseguiu “dar seu recado ao mundo” em relação ao compromisso do produtor rural com a sustentabilidade ambiental e a segurança alimentar na Conferência das Partes das Nações Unidas sobre o Clima Mudança, no Egito, que terminou oficialmente na sexta-feira (18), embora ainda haja negociações que podem se estender pelo fim de semana, mas sem grandes expectativas de avanços.

“O país veio mostrar suas ações para cumprir as metas do Acordo de Paris e contribuir com o abastecimento de alimentos para um bilhão de pessoas no mundo. E sempre de forma sustentável, sem recuar em seus esforços, ao contrário de muitos países. Além disso, demos todo o suporte necessário aos negociadores brasileiros nestas duas semanas sobre os pontos importantes do setor”disse o presidente da Comissão Nacional de Meio Ambiente da CNA, Muni Lourenço.

No entanto, Muni destacou que, até agora, o andamento das negociações ficou aquém das expectativas quanto à implementação de medidas como o financiamento de ações dos países desenvolvidos para que os países em desenvolvimento possam enfrentar os problemas decorrentes das mudanças climáticas.

“Havia muitas expectativas em relação a este tema para que os países desenvolvidos, que contribuíram fortemente para o aumento da temperatura global, pudessem contribuir em termos de investimentos e cooperação técnica, mas continuaremos aguardando avanços para as próximas conferências”ele apontou.

Outro ponto insuficiente nas negociações, segundo Lourenço, foi a definição de instrumentos para o funcionamento do mercado de carbono.

“Pelo patrimônio ambiental que o Brasil possui, o país poderia dar uma grande contribuição ao mundo nesse mercado, mas infelizmente avançamos tímidos”.

Por outro lado, destacou que houve avanços em relação ao Grupo Koronívia, reconhecendo a importância da agricultura para a redução das emissões de gases de efeito estufa.

“O Brasil tem programas e tecnologias que sempre conciliaram produção com preservação ambiental, e o grupo reconheceu a importância de programas como o ABC (Agricultura de Baixo Carbono), que é referência mundial em sustentabilidade e sequestro de carbono, e o Grupo de O trabalho reconheceu essa importância”🇧🇷

A CNA destacou cinco temas relevantes no posicionamento da COP-27 entregue ao governo: nova meta quantificada para financiamento climático; mecanismos focados na adaptação; adoção do plano de ação para a agricultura, resultante das negociações de Koronívia; operacionalização dos mecanismos do mercado de carbono; e recomendações gerais aos negociadores brasileiros.

O presidente da Comissão de Meio Ambiente da CNA destacou ainda a realização do Agro Day, no último dia 14, e a presença do cientista Rattan Lal, ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 2007 e do Prêmio Mundial da Alimentação em 2020 por trabalhos que focam na conservação do meio ambiente solo para garantir a segurança alimentar e climática.

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Em sua participação, o cientista elogiou a agricultura brasileira como um exemplo bem-sucedido de sustentabilidade. “O que ele disse, com toda a sua autoridade, só confirma o que temos feito em termos de agricultura sustentável e confirma que o agro é essencial para a segurança alimentar mundial”disse Muni Lourenço.

Também nos debates do Agro Day, o Sistema CNA/Senar participou de debates sobre segurança alimentar e climática, PRAVALER e políticas de mitigação e adaptação às mudanças climáticas, com a participação de especialistas brasileiros e estrangeiros.

“O agro brasileiro deixou sua marca e foi ouvido pelo mundo, mostrando que o país é uma potência ambiental e energética e parte da solução para os problemas climáticos. Segurança alimentar e clima andam de mãos dadas”ele afirmou.

O Sistema CNA/Senar também participou do lançamento do Projeto Vertentes, que busca promover a gestão ambiental sustentável em propriedades rurais de soja e gado de corte em uma área de 47,1 milhões de hectares no cerrado nos próximos anos.

SAIBA MAIS | COP27: Governo Federal e Banco Mundial anunciam ação para proteger o Cerrado

Ainda na programação, houve encontros com autoridades e parlamentares, além de instituições estrangeiras e brasileiras para discutir temas relacionados à sustentabilidade e segurança alimentar.

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Além de Muni Lourenço, a delegação da CNA no Egito contou ainda com o vice-presidente de Relações Internacionais, Gedeão Pereira, consultor técnico e jurídico da CNA, Rodrigo Justus, coordenador de Sustentabilidade da CNA, Nelson Ananias, consultor Rodrigo Lima, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Antônio Pitangui de Salvo, a gerente de Sustentabilidade da Faemg, Mariana Ramos, e a assessora de Sustentabilidade da Federação, Ana Paula Mello.

Fonte: Ascom CNA

Fonte: Portal DBO

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